domingo, 11 de dezembro de 2011

Predestinados!

Curioso pensar que entre tantas pessoas pelas quais você poderia se apaixonar, tinha que ser ele, ou tinha que ser justamente ele. A diferença entre o conhecer alguém e o conhecer justamente alguém, nem sempre é uma questão de escolha. Porque sobre as escolhas somos responsáveis. Mas e sobre "ele", ou o porque de ser ele? E sobre essa escolha que parece ser mérito do acaso, ou destino, ou chame-o como quiser?
Parece mesmo que muitas vezes estamos predestinados a conhecer alguém. Alguém que pode não permanecer, que pode simplesmente estar de passagem. Que pode te fazer um bem indescritível, ou um mal devastador. Mas que de alguma forma vai mudar você, sua vida, e sua forma de vê-la.
Bom! A forma como conduzirá sua vida depois dele, já passa a ser uma escolha sua.
Mas como entender os caminhos que nos põe cara a cara com alguém capaz de mudar nossas vidas, e de despertar tantos sentimentos?
Passamos grande parte de nossas vidas buscando incansavelmente alguém que retenha nosso olhar, nossa atenção, e que seja também retido pelo nosso olhar e nos dê atenção, e cegos de tanta procura, deixamos passar tantos possíveis olhares e gestos de amor.
E de repente, do caminho mais imprevisível, alguém surge a sua frente e diz: Sou EU! Ou você simplesmente o reconhece e diz a si mesma: É ELE!
E você então começa a buscar respostas de o porque não o viu chegar, ou de o porque só chegou agora. Mas as respostas nem interessam mais, porque ele já está ali a sua frente, retendo seu olhar, ganhando sua atenção, e dominando todos os seus pensamentos.
Ainda que seja curioso, já não interessa saber quão próximo estiveram, e quantas vezes frequentaram o mesmo lugar, ou quantas vezes se cruzaram... Não estava na hora, não era o momento. 
Para esse encontro houve um tempo, um dia, uma hora, um momento e lugar marcado. A isso sim eu chamo destino! E então você percebe que estavam mesmo predestinados a se encontrar. Que ainda que suas escolhas tenha adiado, ou adiantado esse momento, ele iria acontecer. Estava escrito!
Sabe o mais intrigante? Não acontece na hora que queremos, ou que precisamos, mas sim no momento certo em que estamos preparados para que aconteça. Preparados, para que nenhuma palavra errada, ou postura inadequada mude aquilo que estava marcado para acontecer. Para que de uma forma imatura ou intempestiva não deixemos fugir da nossa vida, quem já estava destinado a fazer parte dela de alguma forma.
E então, quando ele, justamente ele surge sobre seu caminho, tudo se explica, como um lindo céu azul que se abre logo após uma forte tempestade. Inexplicavelmente, tudo faz sentido. Os questionamentos evaporam, dando lugar a grande satisfação dessa chegada, desse encontro finalmente ter acontecido. E o que resta é agradecer ao destino, acaso, a Deus, por ter marcado o tempo e o lugar certo para que esse encontro acontecesse... 


"Um dia, alguém vai entrar na sua vida e então, você vai descobrir porque não deu certo com os outros."


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Depois de muito tempo, resolvi deixar acontecer. Sem reservas, sem bloqueios, sem defesas...
Talvez pela primeira vez, deixo meus pés caminharem passo a passo. Sem medos ou desconfianças...
Simplesmente decidi me permitir. Me permitir viver intensamente, e desmedidamente o que a vida está me oferecendo.
Nada de pesos ou medidas. Nada de palavras ensaiadas, tempo medido, momento planejado.
Estou deixando para trás minhas fórmulas de cálculos de riscos e margem de acertos. E que seja o Deus quiser.
Chega uma hora que o coração sente a necessidade de se entregar! De sentir apenas. De aceitar qualquer oportunidade para ser feliz.
Esse é meu momento. O meu momento de sentir... de aceitar as palavras, o carinho, o amor, que por medo muitas vezes neguei.
Estou me permitindo sentir outra vez a expectativa de um encontro, a ansiedade de uma resposta, a espera de um contato... Sentir saudade de algo que ainda não vivi, mas que sonho viver. Sonhar! (Por muito pouco essa palavra não foi excluída do meu vocabulário.)
Sonhar com encontros e momentos... beijos e abraços...
Estou sonhando... e deixando o meu pensamento ser dominado por aquele que o deseja dominar.
Estou me permitindo ser mais e ir além do que sempre estive disposta. Sem cerimônias, sem culpas. Fazendo e falando exatamente o que se passa no meu coração.
Sem julgar o que é certo ou errado, estou me permitindo um sorriso bobo, por fatos simples. 
Estou me entregando...
Porque será que quando conhecemos alguém, falamos tanto do nosso passado? 
Tantas perguntas, tantas histórias, se o que interessa mesmo é o daqui para frente. Se o que interessa é saber o que será de agora em diante. 
Quando alguém entra nas nossas vidas, daquele instante para trás, nada muda. Há um passado escrito, capítulos de uma vida cheia de escolhas, erros e acertos. Uma história. 
É certo que no primeiro contato sempre há tanto a ser dito e descoberto. Tantas histórias a serem contadas, e um passado inteiro para se revelar. Não há como fugir daquilo que fomos e fizemos. Mas passado é passado. 
Vamos falar de quem somos e o que fazemos agora?
Sim! Me interessa saber de onde veio, por onde andou, e o que fez todo esse tempo antes dos nossos caminhos se cruzarem. Mas meu maior interesse é descobrir qual será seu caminho daqui para frente.
Tenho mil perguntas. Mas de tudo que poderia ser revelado ou descoberto, a minha maior curiosidade é saber o sente, o que quer, e para onde está indo.
Pois de que outra forma poderei saber qual o meu caminho de agora em diante?


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nem só, nem má acompanhada.

Dizem que com o passar do tempo a mulher fica mais exigentes, e então tende a ficar sozinha, porque o perfeito é pouco para ela. Ou então desesperada, e escolhe o primeiro da fila, com medo de que não haja um próximo, e pode até não ficar sozinha, mas... Eu estou entre essas ai que ficam mais exigentes, e não se enganem com minha aparência, porque se tratando dessa questão, eu devo estar beirando os 50 anos. 
Exigente ao extremo.
E então, qualquer sinal é um bom motivo para não ir adiante. Qualquer passo em falso é uma determinante de fracasso dessa relação que sequer começou. E vou seguindo... tentando acreditar que antes só que má acompanhada. Mas na verdade, com um enorme medo de errar. Errar na escolha, seja de permanecer só, seja de me acompanhar mal.
Conviver já é tão complexo, imagina então, viver a dois. Escolher alguém com quem queira passar cada dia da sua vida. Que responsabilidade! Avalie então, acreditar que aquela pessoa que te faz sorrir, e te diz meia dúzia de palavras legais, é aquela pessoa com quem conviverá bem?!?
Exagero? Mas como não pensar nisso? Confesse! Quando alguém te chama para sair, imediatamente você avalia um relacionamento futuro com aquela pessoa. Namoro, casamento, filhos... e possivelmente, até mesmo uma separação. É inevitável! E então, a depender das suas conclusões, você pode até resolver sair, conhecer melhor, manter os dois pés para trás, e o coração na gaveta. Mas tenta. Vai que você está errada, e descobre naquela pessoa, a pessoa que te fará feliz para o resto da sua vida... É um risco, uma possibilidade. Ou então, desconfiada ao extremo, você recusa e pronto. Nada de perder tempo! 
E o tempo? O tempo vai passando, e o que fica  a dúvida de todas as oportunidades perdida. Bom! Eu sou exigente, mas não extremistas. Eu tento!
Eu posso acreditar desde o primeiro olhar que não dará certo, e que aquela pessoa não passará de meia dúzia de palavras e um beijo. Mas eu tento. Quem sabe qualquer dia desses, depois de meia dúzias de palavras e O beijo, eu me surpreendo com o desenrolar da história? E então os telefonemas, encontros, recados, beijos e amassos acontecerão sem expectativas, sem pressa ou imposição...
Enquanto isso, vou tentando não me tornar uma desesperada, e me contendo para não ser tão exigente. Esperando a hora certa de encontrar alguém normal capaz de me fazer feliz. Nem perfeito, nem qualquer um. Nem só, nem má acompanhada, apenas alguém certo, no tempo certo...


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quem procura acha.

Diariamente, quase como um ritual, me preparo para encontrar o amor da minha vida. Perfume, maquiagem, minha melhor combinação de roupas... E então saio de casa e dou o primeiro passo rumo ao meu destino. 
Dizem que é bom ter paciência, e que o que é meu há de ser meu na hora certa, mas não custa nada ajudar. Dar sinais, e até mesmo dar um empurrão no nosso destino...
Não me custa nada fazer de um momento qualquer  e de um lugar qualquer, aquele lugar e aquele momento perfeito!
Prefiro seguir a linha do velho dito popular de quem procura acha. E ando por ai procurando este bendito que Deus me destinou. Por que na hora em que Deus o colocar na minha frente, no momento em que ele se direcionar ao ponto comum dos nossos caminhos, eu não quero estar em casa tomando um chocolate quente. Eu quero estar lá, linda, perfumada e com meu melhor sorriso, para que ele me reconheça, e saiba que sou eu. Sou eu a mulher da vida dele. Sou eu a mulher que procurou por ele em todo o caminho até encontrá-lo.
Eu tenho pressa sim. Eu quero logo esse amor. Eu quero agora. Tenho a pressa para procurar, para buscar incansávelmente o meu destino. 
Mas tenho paciência. Tenho a paciência para não cometer erros no caminho. 
Tenho fé para crer que ele existe, e que está por ai, vindo de uma direção qualquer, cujo destino sou eu.  Fé o bastante para não permitir que os homens errados me façam descrente de que o homem certo existe.
Tenho persistência para não desistir, nem desanimar...
Ando por ai buscando o cruzamento de olhares que fará meu coração parar...
E ao final de cada dia sem reconhecer o amor da minha vida, espero pelo dia seguinte para que minha busca continue. Porque o amor é mesmo imprevisível, e se ele é eterno, para toda a vida, por momentos inesquecíveis, ele vale cada dia de procura e espera. 
O espero em qualquer lugar, e o procuro em todos os olhares, e hei de encontrá-lo em qualquer ponto do meu destino.  Por que se quem procura acha, não será por falta de busca que o amor da minha não chegará...







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DISPÓNIVEL

Se hoje eu tivesse que responder ao pé da letra, como está o meu coração, eu diria: Disponível!
Diria a quem interessar for, que o meu coração está disponível.
Ele está de casa arrumada. Tudo em ordem, e no seu devido lugar, a disposição de quem quiser habitá-lo. Diria que sua porta, janela, poros, ou que lhe faz ser permeável, está com fácil acesso. Nada de muros altos, cadeados, dragões, guardião, armadilhas... Ou qualquer coisa que retarde ou impeça sua chegada. Nada de senhas, truques, incógnitas... Ou qualquer coisas que justifique uma demora.
Simplesmente limpo, sereno, arejado... Sem marcas, sem vestígios de um passado. Apenas disponível para quem quiser e se fizer merecedor. Diria que o lugar perfeito para quem quer ser feliz.
Confortável, aconchegante, quente, com uma linda vista, e bons ares para respirar. Livre passagem. Sem cobranças ou satisfação, desde que deixe claro que ali é o seu lugar. E então saberei que vai voltar.
E para habitá-lo é muito simples. Basta querer acima de tudo. E tudo o mais se encaixa.
Para quem busca uma morada assim, meu coração hoje está disponível. E cheio de amor e carinho, para quem quiser habitá-lo. Estou mantendo-o aberto, na tentativa de preserva-lo arejado e com bons ares. Porque como qualquer casa, por mais limpo que o mantenha, é comum a poeira do vazio tomar conta.
Espero que não demore a surgir um morador. Espero que assim como há no mundo um coração disponível como o meu, deve haver um a procura de um lugar para ser feliz. O meu coração é o lugar.



domingo, 23 de outubro de 2011

As paixões da vida

Penso que o meu coração tem uma enorme capacidade de se regenerar. Com certeza, jamais o compararia ao vidro, papel ou tecido, que pode se quebrar, rasgar ou desfazer-se, remendando-se e deixando de ser o mesmo.
Ele sofre, porque não é feito de pedra, ou aço, como muitas vezes deixo transparecer. Mas é incrível a sua capacidade de se renovar, e ser o mesmo sempre.
Não importa o quanto se machuque ou se decepcione, ele nunca deixa de acreditar que merece e deve ser feliz! E assim, vou seguindo, radiante, crédula, apaixonante, sempre disposta a me doar, e em busca de novos amores, novas aventuras. Afinal, se desde menina sonho com um grande amor, não serão os sapos dessa vida que me farão desistir de encontrar meu príncipe encantado. Ele pode estar tão perto de mim, ou tão perto de chegar. Como diria Frejat "Pode ser que eu encontre numa fila de cinema, numa esquina, ou numa mesa de bar..." 
Eu já me apaixonei muitas vezes. Algumas paixões duraram meses, outras dias, outras não mais que um olhar, e outras ainda duram. Já me apaixonei por mais de um ao mesmo tempo, sem peso ou medida exata. E continuo disposta a me apaixonar, porque é a paixão que me alimenta!
O engraçado é que sempre que a paixão passa ou adormece, por assim dizer, fica aquela sensação de vazio. E o "será mesmo que foi paixão?" fica no ar! Como se nada fizesse sentido naquela paixão. Sem falar em frases do tipo "como pude me apaixonar por aquela pessoa"! Como se a paixão tivesse rosto...
Eu me apaixono, porque me faz bem. Porque vai que numa dessas paixões eu descubro o amor da minha vida... Só mesmo arriscando. 
Mas sabe o que meu coração não suporta? O intervalo entre uma paixão e outra. Dá um vazio! Já faz um tempo desde a minha ultima paixão. E sobre essa paixão, eu penso que foi a maior paixão de todas, até o momento. Por um tempo, cheguei a pensar que essa paixão seria a última, ou mesmo que me deixaria marcas que tornaria meu coração impermeável.
Mas não. A verdade é que por maior que seja qualquer paixão, não se pode obrigar o outro a ver com os nossos olhos, ou amar na mesma medida, ou querer de igual forma. E qualquer que seja a paixão, se ela não pode ser vivida a dois, não será então separado...
Eu sei bem o que mereço e também o que não mereço. E mesmo não estando certa quanto ao que será... aqui está meu coração, outra vez disposto a recomeçar, por ele sabe que pode e deve ser feliz. E ainda que seja apenas mais uma possibilidade, vou seguir tentando.
Eu ouvi que ás vezes é preciso deixar que o coração seja partido em dois, para que então se descubra que é o dono da outra metade. Concordo! E vou me aproveitar dessa enorme capacidade regenerativa do meu coração, para viver quantas paixões forem precisas, até que o verdadeiro dono da outra metade dele, enfim se revele.


"... vou procurar e vou até o fim..."





sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que fazer quanto a vida te surpreende?

Sabe quando a vida vem e te surpreende? 
Quando tudo finalmente está no seu devido lugar. Quando você terminou aquela infinita arrumação interior. Então a vida vem e te arrasta num giro de 360º e deixa tudo de pernas para o ar. Te derruba em meio a todo o caos que gerou, e segue e te manda seguir, como se nada tivesse feito ou acontecido.
E então você começa a pensar. Logo agora que você pôs os pés no chão, e está tão feliz, com o coração sereno e a alma em paz. Agora que esqueceu seu antigo amor, que te fez tantas juras eternas e tanto te feriu. Agora que já não sente aquela necessidade compulsiva de ter alguém ao seu lado, e está amando ficar sozinha. Logo agora que você mudou de música, e já não ouve nada que te faz chorar. Agora que sua vida está no tom certo, nem agudo, nem grave, simplesmente afinado. Agora que parou de tentar entender-se e apenas se aceita. Justo agora que deixou de ler livros de auto-ajuda e começou a ler tudo que te faz sorrir. Agora que desistiu de encontrar alguém que te complete, e resolveu ser completa sozinha. Agora que já não pensa em amar outra pessoa, porque se amar já consome todo o seu amor. Agora que se reconhece e vê em você quem sempre quis ser. 
Lá vem a vida, com sua face mais sarcástica e diz "Dessa vez é para valer!". 
E te apresenta a ELE! Ele que vai mexer com toda a sua estrutura. Ele que aceita esta incumbência de mexer contigo e te desestruturar. Ele que parece ter nascido com esse exato propósito de gerar o caos por onde passa. Que vem como um furacão e não deixa nada no lugar, e segue sem olhar para trás. E que vai por seu mundo de cabeça para baixo quantas vezes forem preciso, para que nada fique no lugar. Ele que não conhece tua história, e não sabe quantas vezes seu coração foi destruído e reconstruído, e nem quer saber, porque ele não está aqui para curar seu coração. Ele que desconhece seus tantos sonhos de ser feliz a dois, e não tem planos para ficar. Ele que não te conhece e não sabe o que o seu melhor está guardado para alguém que mereça. Ele que não sabe da sua capacidade de amar, e da sua enorme disposição de fazer alguém feliz. Ele que não sabe quantas peças a vida já lhe pregou e a quanto tempo espera que a vida pare de brincar com você. Ele que não sabe o quanto seu coração está cansado de ilusões e desilusões. 
E então o que dizer a vida? Que ela já brincou demais com você e que dispensa qualquer oferta sua? Que dispensa qualquer tentativa ou possibilidade? Que não cai mais em suas armadilhas? 
E seguir com o coração sereno e alma em paz, porque sabe que está bem sozinha. 
E então ignorar que dessa vez a vida pode estar te levando sério. Ignorar que finalmente a vida lhe propõe ser feliz com alguém, e não mais tentar apenas. Ignorar que a vida pode realmente estar sendo generosa, depois de tanto ter permitido que sofresse. Ignorar que dessa vez, a vida pode estar te apresentando aquele que é a pessoa certa para você. Aquele que depois de tantos enganos, erros e mal tratos da vida, pode ser o primeiro a merecer o teu amor e o único capaz de te fazer feliz.
E então, mesmo sabendo que pode mesmo ser mais uma peça que a vida vai te pregar, e este pode ser apenas outro que te destruirá seu coração e seguirá em frente simplesmente, você tentará. Tentará porque sabe que pode ser mesmo para valer. Pode ser que dessa vez a vida esteja falando sério, e se estiver, você não irá querer deixar essa chance passar não é mesmo?
Então o que te resta, é torcer que seja mesmo para valer. Que ele seja mesmo aquele que irá te desestruturar, e mexer com sua vida, e tirar tudo do lugar, e virar seu mundo de cabeça para baixo, mas apenas para te fazer feliz. Porque o amor não quer ordem, música ou tom certo, ele só precisa de alguém. 


O que fazer quanto a vida te surpreende? Torcer para que ela surpreenda o outro também. E que sejam felizes...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Intenso e irracional

Poderia buscar em palavras uma série de explicações que justificassem porque o amo.
E entre tantas qualidades que lhe são peculiares, certamente conseguiria explicar o que te torna tão essencial em minha vida. Talvez conseguiria dizer o porque de amá-lo, mas jamais seria capaz de racionalizar o porque de fazê-lo de qual e tal forma.
Porque o inexplicável se encontra nesse espaço, entre o porque de amá-lo e o porque de amá-lo de tal forma. O inexplicável, eu diria, não está em amar, mas na sua intensidade.
Intensidade que te torna razão, nesse espaço de pura irracionalidade. Porque é irracional a forma como te quero, e como o meu sorriso se condiciona ao seu. É irracional a falta que me faz, de uma forma que nem todo tempo do mundo estando ao seu lado parece amenizar a falta que me faz nos minutos que se distancia de mim. Irracional ser feliz pelo simples fato de te conhecer, como se no mundo não houve fato mais relevante. 
Exagero? Não! Isso é intenso!
Intenso pensar que por uma vida procurei a pessoa certa, e entre tudo de certo ou de aconselhável, entre todos que pareceram serem feitos ao meu molde, eu me apaixonei por um sorriso. Um sorriso que não foi mais bonito que já vi, mas o único capaz de fazer surgir no meu rosto, um sorriso involuntário e incontrolável. 
Intenso pensar que por uma vida analisei qualidades, buscando a pessoa perfeita, mas foram os defeitos que me conquistaram, e entre todos os atributos, qualidades e defeitos não se distinguem. Ser o que é, humano simplesmente, o faz imperfeitamente apaixonante. 
E entre tudo isso que é intenso e irracional, a impossibilidade de não amá-lo, simplesmente faz tudo ser tão racional... 

Escrito em 26.05.2008

sábado, 15 de outubro de 2011

Eu simplesmente me perco.

Tentei disfarçar. Tentei não te olhar. Tentei me afastar. E até mesmo, fugir.
Não fui capaz!
Tudo que consegui foi te fazer notar, a sua enorme capacidade de me tirar do eixo.
Não sei ao certo o porque, e nem sou tímida assim, mas a verdade é que você tem o estranho poder de perturbar o meu equilíbrio. E então, a tua presença é capaz de desfiar minha atenção, rete-la e dominá-la.
E como um fantoche, todos os meus sentidos te seguem. O meu olfato segue o rastro do teu cheiro. E a tua voz domina minha audição. Minha visão segue cada passo seu. E eu tento em vão, ser dona de mim.
E então, quando se trata de você, nada se aplica.
Eu perco o foco, e o mundo ao meu redor deixa de existir. E por um momento, você é meu mundo.
E perco a noção do tempo, porque a sua presença faz meu relógio parar.
Eu simplesmente me perco. Tempo, espaço e sentidos.
Mas, agora que conhece esse estranho poder que exerce sobre mim, e reconhece a sua enorme capacidade de me tirar do eixo, por favor deixe-me quieta. 
Não abuse dessa sua capacidade. Não me teste. Não me provoque.
Não faça nada. Apenas tente não me perturbar, não me tirar do eixo.
Mas se fizer, se quiser testar, provocar, esteja disposto a ficar ao meu lado.
E sanar essa perdição. E me fazer encontrar-me ao seu lado, e não mais me perder. E se eu me perder, que seja de amor. E que na calma dos teus olhos eu possa encontrar meu equilíbrio. E que o meu desequilíbrio seja  apenas entre nossos beijos e abraços.  
E que o tempo corra, sem que nenhum de nós se importe com ele. 
E me permita sentir sempre cheiros bons, e ouvir palavras doces, e olhar caminhos bonitos. 
Que você use toda a sua enorme capacidade de me tirar do eixo, me fazendo feliz, e sendo feliz ao meu lado.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arrisque e seja feliz!

Alguma vez já pensou: "E no meio de tanta gente, eu conheci você" ou "E no meio de tanta gente, eu conheci justamente você"? Pois a diferença entre o conhecer alguém e o conhecer justamente alguém, nem sempre é uma questão de escolha. Mas esse mérito que fica a cargo do acaso, ou destino, ou chame-o como quiser, não vem ao caso agora. Pense naquilo que depende de suas escolhas.
Pense apenas, nas inúmeras vezes que seu caminho foi definido por um simples telefonema, ou no par ou ímpar, ou pela preguiça de sair de casa, ou pela disposição de sair de casa, ou no cara ou coroa... mas por uma simples escolha. Escolha essa que nem sempre é importante, ou ao menos não parece ser, e então ignora, deixa a cargo do acaso. Mas escolha essa, que pode ser muito importante, e ainda assim deixa a cargo do acaso, aquilo sobre o qual pode sim fazer diferença.
Pense nas oportunidades que já perdeu em sua vida. Quantas vezes desistiu de fazer algo que queria? Quantas vezes não foi a um lugar que desejava? Quantas vezes não falou aquilo que achou que deveria? Quantas vezes simplesmente não fez? E quantas fez se arrependeu, ou ficou com aquele gosto amargo de "deveria ter tentado"? Muitas hein?!
Muitas vezes as pessoas perdem oportunidades unicas em suas vidas, por pesarem demais, ou pesarem errado, e então nunca saberão de fato a grande oportunidade que a vida lhe deu, e perdeu. Qual o peso certo? Não sei! Mas pelo sim ou não, só arriscando para descobrir, se essa é mesmo a grande oportunidade da sua vida.
Você pode viver de duas formas.
Você pode ser aquela pessoa que acredita que sempre haverá um amanhã, e então sempre terá uma outra chance para ser feliz, uma outro dia para ser um músico de sucesso, um outro dia para se desculpar com um amigo, um outro dia para conhecer aquele lugar maravilhoso, uma outra festa para conhecer o grande amor da sua vida, um outro vestibular para passar, uma outra aposta para ficar rico, uma outra oportunidade para falar que tanto ama aquela pessoa, um outro dia para matar as saudades, um outro dia para ser feliz... E então, vê os dias passarem, as oportunidades se extinguirem, até que o amanhã para cada um dos seus desejos e sonhos não exista mais. E então estará ocupado demais para tocar violão, e o grande amor da sua vida já terá encontrado alguém que não quis esperar mais nem um segundo para ser seu grande amor, e a vaga no curso que tanto sonhou já terá outro dono, e o jogo que te deixaria milionário você esqueceu de apostar... E só te caberá lamentar-se por todas as chances perdidas, para ser feliz. E provavelmente você ainda se perguntará o que a vida tem contra você, quando a pergunta deveria ser o que você tem contra você, para negar-se o direito de ser feliz.




Ou você pode ser aquela pessoa que acredita que o amanhã é uma outra oportunidade para ser feliz, mas que o hoje precisa acontecer. E então aproveita minuto a minuto, tudo aquilo que a vida te permite, e se atreve a ir além do que lhe é oferecido. Pode até ser que não consiga aprender a tocar violão, ou que o amigo não aceite suas desculpas, ou que aquele lugar não seja tão maravilhoso como pensou, e aquela pessoa que conheceu naquela festa legal não seja o grande amor da sua vida, e o curso no qual foi aprovado não seja a profissão que realmente deseja exercer, e que nem todas as chances potenciais de sucesso sejam as grandes chances da sua vida. Mas e daí?! E dai se não forem, você estará certo de que ainda não foram, mas você continuará aproveitando cada chance, e na hora que a grande chance chegar, você não a deixará passar. E enquanto ela não chega, você vai se divertindo... sendo feliz nas suas tentativas.  
Eu sou do tipo que atende o telefone a qualquer hora do dia. Pode ser que seja aquela tão esperada ligação, mas não descarto a possibilidade de que seja a mais indesejada, mas não será por motivo ou outro que não atenderia. E se posso sair, saio. Não dizem que o amor está em cada esquina? Vai que o encontro numa dessa?
Nunca se sabe quando uma escolha pode mudar toda a sua vida. Cedo ou tarde, tudo pode acontecer. E você? O que costuma fazer com as grandes oportunidades da sua vida?
Você é o tipo que deixa outro desfrutar das grandes oportunidades que a vida lhe dispõe? Ou é aquele que prefere explorar as chances que a vida lhe oferece para ser feliz?
Se você espera por uma chance da vida para ser feliz, não ignore as inúmeras oportunidades que ela te oferece. Feche os olhos e confie na vida. Arrisque e seja feliz! 
E se viver é um risco, arriscar é viver!  


    

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ser feliz sozinho não tem graça!


Ainda que cada um siga um caminho diferente, adote posturas variadas, discorde na forma de pensar, todos vivem uma espera ou busca insana pelo mesmo fator: alguém com quem possa ser feliz. 
Porque ser feliz sozinho não tem graça! 
Então vão existir no mundo aqueles que ainda não conquistaram tudo que querem, e ainda que muito os falte, acreditam que estar com alguém é necessário. Necessário por acreditarem que pode ser esse alguém, aquilo que o falta para que todo o resto se complete. Ou simplesmente necessário porque tudo o mais não significaria tudo, se não tiver alguém com quem compartilhar.
Vão existir também, aqueles que já conquistaram tudo, e por melhores que sejam renovando seus projetos e concretizando-os, vão sempre sentir o vazio da ausência de alguém. Seja pela necessidade de compartilhar suas conquistas e realizações. Seja pela necessidade de ser para alguém o alguém que falta para que todo o resto desse alguém se complete.
Todos querem e precisam de um alguém que possa faze-lo feliz, ou alguém para fazer feliz. Alguém por quem possa se orgulhar por estar em sua companhia, e que o faça feliz pelo simples fato se ser sua companhia. Alguém para sentir falta, e que possa sentir sua falta também. Alguém que sorria com sua presença, e vibre com suas vitórias. Alguém que te faça sentir feliz, mesmo quando tudo está errado, simplesmente por saber que não está sozinho. Alguém que torne os fatos mais incríveis e também os mais desprezíveis pequenos demais para serem importantes, porque importante mesmo é voltar para casa e ter esse alguém a sua espera. Alguém que fique a seu lado, mesmo quando não é uma companhia boa. Alguém que te abrace de saudade, independente do tempo que não se vêem, simplesmente porque sente sua falta. Alguém que seja um motivo para ser mais feliz, mesmo quando já é feliz sozinho. Alguém que se torne essencial para sua vida, mesmo que seja bom ficar sozinho. Alguém por quem acredite que a companhia vale mais que mil outras companhias diárias.  Alguém por quem abriria mão de estar sozinho, porque não há liberdade que o faça mais feliz que o aperto do seu abraço. 
Alguém sem o qual não queira viver, mesmo que o possa.
E não importa qual o intervalo de tempo que esse alguém permaneça na sua vida, porque a felicidade da companhia o faz crer que será eterno, ou ao menos é aquilo que mais desejará. 



Ser sozinho é vazio. Ser feliz sozinho é egoísta. Ser completo sozinho é incoerente. 
Você pode ser sozinho, estar sozinho, e gostar desse estado, mas ele cansa, porque bom mesmo é ter alguém com quem se possa ser mais feliz. E se nem mesmo as maiores nações são auto suficientes, porque você haveria de ser?!   
Não perca a chance de encontrar alguém que seja para você um motivo a mais para ser feliz. Ou se permita ser mais um motivo para que alguém seja feliz.  
Quem sabe você não é o alguém que alguém tanto precisa para ser feliz? Ou o que te falta para ser mais feliz, é encontrar o alguém?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não sou tão forte assim!

Sei que pareço boba, pois na maioria das vezes, tenho a oportunidade de falar para você o que estou sentindo, mas não falo. Me escondo entre mãos e caretas, e recorro ao primeiro meio de comunicação no qual não precise te encarar de frente, para tentar explicar as minhas reações inusitadas, e até mesmo o que sinto.
Ando mesmo nervosa. Sentir não é o meu forte, e falar sobre isso deve ser minha maior fraqueza.

Não sei se me entende. Mas tua presença me deixa nervosa. É algo sobre o qual ainda não defini se é bom ou ruim, só sei que tem sido necessário.
E sabe o que é estranho em tudo isso?! É que tento me convencer o tempo todo, que não é o que sinto. Mas parece que desta vez não está funcionando bem. E então tudo que sempre funcionou tão bem, não tem surtido efeito na prática. Não quando se trata de você. E me dou conta de que não tenho sido tão forte assim. 
Aliás! É uma grande fraqueza querer estar com você. Estou me demorando a me convencer que assim como as outras vezes, vai passar. E então quanto mais penso em resistir, me pego buscando desculpa para me manter perto de você a cada momento.
E confesso, não estou nervosa pelo simples fato de sentir. Sou humana, e sinto mesmo. Mas o que mais tem me deixado apreensiva é porque apesar de toda a minha resistência, já não controlo a situação. E estar com você tem sido mais importante que ser dona da minha razão.

E você que pensa que sou tão forte, se surpreenderia e descobrisse que tem sido minha maior fraqueza.
Estou perdida. Muito perdida! Penso mesmo em você o tempo (quase) todo. E pior, sinto saudades. E desejo ficar com você. Sinto necessidade de ficar com você. 
E queria ter coragem para falar tudo isso, te olhando nos olhos, apesar de toda a consciência de que não o devo fazer.




No momento tento me convencer que mais importante que querer estar com você, é ser tão forte quanto pensa que sou. Mas se você soubesse, que talvez tudo que me falta para ser tão forte assim, é você saber que não sou tão forte assim.  

domingo, 9 de outubro de 2011

Entre olhares - Ana Carolina e John Legend



"Me ganhou vai ter que me levar..."

Acredito no amor que nasce...



Não tenho grandes ilusões de me apaixonar perdidamente por alguém. Na verdade, até evito! Nada que me deixe perdida, me agrada. Mas confesso que essa minha forma de pensar se intensifica cada dia mais. E tenho medo! Tenho medo do meu medo de me perder por amor.
É claro que assim como qualquer outro ser humano, eu desejo para minha vida, uma companhia. Alguém com quem possa viver bons momentos, e ruins também, compartilhar planos, sucessos e pesos, e quem sabe uma hora esse alguém se torne tão bom e necessário para mim, que eu possa amá-lo...
Mas amar já não é primeiro requisito, ou o mais essencial quando penso em me envolver com alguém.
Sabe aquela história de que todo mundo vai encontrar alguém que faça o seu coração parar, e quando isso acontecer, o mundo a sua volta se tornará uma grande misturas de cores?!? Não acredito nessas sensações! Não acredito em paixão a primeira vista, muito menos em amores impossíveis. Acredito no amor! Sim, acredito. Mas acredito no amor que nasce, não nos amores inventados.
Como poderia saber que um certo alguém é o amor da minha vida, aquele com quem passarei cada dia do resto dos meus dias, simplesmente porque o meu estômago se enche de borboletas quando o olho?
Não! Isso pode ser uma atração, mas para ser amor, eu precisaria de muito mais.
Eu sei bem os atributos e os defeitos que um homem precisa para me fazer feliz, ou ao menos para convivermos harmoniosamente.
Sei o que preciso para ser feliz, e por incrível que pareça, é muito simples. E talvez por ser tão simples que tem sido tão difícil.
Tudo que alguém precisa para estar comigo é querer estar comigo primeiramente. E sempre que isso acontecer, tudo deve fluir naturalmente.
Quero alguém que desperte o meu sorriso, cada vez que eu o ver. E que ao seu lado eu me sinta a vontade para conversar besteiras. E que nem sempre leve a sério tudo que eu falo. Que confie em mim, simplesmente porque eu mereço sua confiança. Que goste do meu jeito dengoso, e esteja disposto a  amenizar minha enorme carência. E que nossos beijos sejam doces e também apimentados. Que eu sinta sua falta, por ser bom estar com ele, e não por ser ruim estar sozinha. E que a minha necessidade de estar em sua companhia venha devagar. E então quando eu conhecer alguém com quem tudo isso comece a fluir naturalmente, ai sim eu possa amar.
Quem escolhe o amor ou por amor decide a quem amar, escolhe errado. Escolhe amar primeiro, e depois conhecer quem ama.  Isso não é amor, é fantasia. Acredito no amor que nasce da convivência.
Sou dona do meu coração, e tenho o dever de avisá-lo quando se engana, ou como deve agir. Recuar ou seguir é uma escolha minha. Assim é com o amor. Amar o que não conhecemos é o passo a frente do desconhecido. Conhecer para amar, é iluminar a estrada a ser seguida. Você pode até não conseguir sempre desviar das pedras, mas saberá onde encontrará seu curativo, porque conhece quem está ao seu lado.
Eu quero um amor de pinguim para minha vida!




domingo, 2 de outubro de 2011

Sofrer por amor é uma escolha

Me surpreende a forma como as pessoas gostam de sofrer por amor. Chego a pensar que sofrer é um sentimento mais almejado que o amor propriamente. Tanto que começam uma relação imaginando de que forma terminará. Traição, abandono, rejeição, entre outros sentimentos terríveis, e o amor vai deixando de ser o sentimento mais importante a ser vivido.
Gostam tanto de sofrer por amor, que se apegam a qualquer frase que justifique tamanha falta de amor próprio. Coisas do tipo "quem ama sofre", "quem nunca sofreu, nunca amou" e etc.
Já começa errado ai! Amor não combina com sofrimento. O amor deve nos acrescer, nos fazer bem, pessoas felizes e melhores. Se amar estiver condicionado a sofrer, está na hora de reinventarmos o amor.
Sofrer por amor é uma escolha. E uma péssima escolha. 
Um relacionamento pode acabar por milhões de motivos, que nem sempre pode ser a falta de amor. Mas quando acaba, quando está decidido ao menos para uma das partes que não dá para continuar, é porque está mesmo na hora de acabar. E se acabou, você tem duas escolhas:
1 - Passar o resto da vida se culpando por não ter dado certo, ou se desculpando e jurando ser a pessoa dos sonhos do outro e sofrer muito com isso, ou;
2 - Dar ao seu coração um tempo para adaptar-se a essa ausência, e seguir em frente.
Escolha seguir em frente!
Tudo bem, chorar, desabafar, se recolher, descrer no amor, querer morrer, contanto que isso não dure mais que uma semana. Depois de uma semana, já é tempo de recomeçar, de por um sorriso no rosto, respirar fundo, sair, e esperar por outros amores. 
Ainda que o caminho a seguir, te amedronte, como saberá quantas surpresas boas ele te reserva, senão dando um passo em sua direção? 
Permita-se seguir em frente, e acredite que nesse caminho você encontrará o amor que te fará feliz, e seja feliz. E se esse amor demorar para chegar, ame-se e seja feliz por saber que você merece e deve ser feliz. 
Não acredite que você está fatalmente destinada a sofrer. Isso é uma escolha! Escolha amar para ser feliz!
Acredite, existem milhares de pessoas que buscam o amor para serem felizes. E se esse "feliz para sempre" terminar, é porque está na hora de recomeçar "o era uma vez". Ame quantas vezes forem necessárias para ser feliz, sem medo de recomeçar, porque o que vale não é o tempo que o "feliz para sempre" dura, mas sim, a intensidade com que ele te faz feliz.

sábado, 24 de setembro de 2011

Não correspondência

Tem gente que nunca sabe direito o que é, ou significa para a gente.
E a vida vai nos fazendo cada vez mais solitários.
Seja por nos importarmos demais. Seja pelo acúmulo da não correspondência daqueles que nos importa. 
Essa gente que nos importa e que nunca perceberam ou aceitaram na exata medida. Ou que preocupadas em excesso com problemas corriqueiros, nunca deram atenção ao afeto que por elas ou para elas, existe em nós.
E que foi se esgotando por descaso ou desuso, já que essa gente nunca soube receber.
Às vezes, a gente é essa gente.
E nem percebe o sentimento que nos é devotado.
Ai é o outro que fica com o gesto de amor solto no ar, a espera de aceitação, entendimento e correspondência.
Em ambos os casos, doem!
Mas essa já é uma outra história...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Era uma vez um amor platônico

Sabe quando você conhece alguém, e seu coração sente que esse alguém tem algo a mais?Não estou falando de paixão à primeira vista. Não. Estou falando de um friozinho na barriga que vem e passa logo. Ai nem damos importancia, achamos que é mais um na multidão. Mas ai de repente, em algum momento da sua vida, você descobre que seu coração estava certo. Que aquele alguém tem algo mais, e esse algo mais é exatamente o que você quer!Pois bem! Isso aconteceu comigo!
Faz algum tempo que conheci um certo alguém. E no momento que nossos olhares se cruzaram eu desviei, tamanho impacto ele teve sobre mim. E teimoso do jeito que meu coração é, sempre que podia, fazia meu corpo estremecer quando o avistava.
Eu comecei a viver meu primeiro "amor" platônico. Platônico porque jamais confessaria esse amor. Jamais teria chances de me aproximar dele. Porque jamais seria correspondido. Jamais seria consumado.
E sempre que o via, tentava dizer ao meu coração que ele não era correspondido, que aquele olhar não era nada daquilo que ele pensava. Nossa! Como meu coração me condenava, achava a maior burrice todas as chances que desperdiçava de me aproximar. Culpava-me por todas as vezes que reagi indiferente à presença dele. Meu coração me dizia que eu estava errada.
E eu estava errada! Certo dia, me aproximei de uma forma tão desajeitada, conversei coisas sem nexo, sorri como uma boba, deixando transparecer em cada gesto, palavra e sorriso que eu era perdidamente "apaixonada" por ele.
Sabe o que aconteceu? Ele reagiu com um sorriso de todo tamanho. O resultado dessa conversa foi um dos mais lindos momentos que já vivi com alguém! Um encontro nada romântico, mas simplesmente perfeito. Tão perfeito que tive certeza que nunca mais se repetiria.
E eu ficava pensando, "Meu Deus, porque isso aconteceu? Porque isso agora e não antes? Porque é assim?" E meu coração me fez parar, porque não adianta indagações, ou até indginações. E apesar de toda minha resistência, não me condeno. Talvez se tivesse atendido ao primeiro impulso do meu coração, não teria sido tão perfeito. Prefiro acreditar, que aconteceu no momento certo.
Posso dizer que vivi com ele, uma linda história. Com ele estive a vontade para ser espontânea e verdadeira, sem limitações ao meu coração. E mesmo sem saber se agir assim, era bom ou ruim, me fez bem. Eu não tive oportunidade de conhecê-lo bem, mas ao seu lado em me sentia em casa. Na verdade, se tivesse que responder algo sobre ele, responderia tudo errado. E apesar disso, me sentia bem ao seu lado, assim como ele ao meu. Tudo foi novo para mim! E a verdade, é que ambos fomos surpreendidos por um sentimento que apenas nossos corações aceitavam. 
Ele sempre me transmitiu uma segurança tão grande com relação a ele mesmo, que me fazia esquecer do quanto deveria ter medo, e eu me entregava! Sem planos, projetos para o futuro, ou perguntas descabidas do que éramos um para o outro. Só interessava viver o momento, e senti-lo já me bastava. Me envolver com ele não fazia parte dos meus planos. E já falávamos em saudades! Pior, sentimos saudades. Esperávamos ansiosos pela oportunidade de ficarmos juntos. Bom! Para que fazer planos? Aproveitar todas as oportunidades que podíamos para estar juntos, era toda a preocupação que precisava ter. E já que nossos momentos eram tão maravilhosos, tanto para mim quanto para ele, só me bastava pedir que fossem melhores.
Nossos momentos eram tão maravilhosos, que pareciam ser únicos sempre. Sempre que nos víamos, parecia ser a primeira vez que nos encontrávamos. E nos comportávamos como se nunca fôssemos nos ver outra vez. Porque erámos dois desconhecidos atraídos por nossos corações. 

Se durou? Durou o tempo necessário para se eternizar como perfeito!  


O amor adolescente

“Sempre tive minhas prioridades, e quem não as tem? Mas nunca deixei que nenhuma delas fosse maior ou mais importante que o amor. Ainda que este amor seja superficial quanto o meu amor ao meu espelho. Ou sutil como meu amor ao próximo. Ou fatal como meu amor ao meu amante. Ou incondicional como meu amor a minha família. Qualquer forma de amor é válida.”
Qualquer pessoa esnobaria esse pensamento, contestaria, criticaria, se levar em consideração a minha idade ao escrevê-lo. Mas eu me considerava suficientemente madura para falar de amor.
Que prepotência não?! Não! Prepotência tem os adultos que se consideram os únicos capazes de amar verdadeiramente e racionalmente. Será que se esquecem que amor e razão não se entendem?
Já ouvi muito adulto se referir ao amor na adolescência dizendo: “Isso passa!”, “um dia você vai ver que isso foi só uma ilusão!”, “E você sabe o que amor?” e outras frases que os convencessem de que não entendem nada de amor.
E quando esse sentimento “passava”, “esfriava” ou “adormecia” nenhum adulto perdia a chance de falar: “Está vendo que eu disse que não era amor!” e blablabla...
Sei que sou adulta. Mas esse era um medo que me assombrava. Sempre tive medo de me tornar uma adulta como esses, que se esquecem que já foram adolescentes. É claro que vive ilusões, e desilusões, mas faz parte do amor, e tudo o que senti, ou pensei sentir, me ajudaram a amadurecer.
Na verdade, eu sinto falta de amar como uma adolescente, ou pelo menos, de me importar tanto com o amor.
Eu acredito que os adolescentes amem bem mais, com mais intensidade e mais verdadeiramente que qualquer adulto. Os adolescentes amam primeiramente o amor, ainda que o seu amado mude de rosto. Sabem dar ao amor, o devido valor que ele merece, como se nada mais importasse. E será que importa?
Um adolescente quando ama, ama em tempo integral. Não pede ao amor um tempo para estudar, para trabalhar, comer ou dormir. Amar é o sentido de cada ato.
Já os adultos...
Eles amam o trabalho, amam comer, e amam dormir. Apesar de odiar tudo o que fazem. Aí vai entender se é amor ou ódio...
E ai daquele adulto que ouse amar intensamente. Esses são logo julgados e condenados, e não faltará quem diga que parece um adolescente ou mesmo que perdeu o juízo.
Talvez se mais adultos resolvessem amar como os adolescentes amam, intensamente, amar o amor, e não o bônus que o amor pode lhe ofertar, talvez houvesse mais compreensão e menos cobranças, e mais pessoas felizes e correspondidas.
Não aconselho a viver um sonho eterno, mas fazer do sonho uma perfeita realidade.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Eu escolho viver o momento.

Sempre estamos sujeitos a mudanças e nada é eterno. Então porque ter medo de que tudo não passe de um momento?
Não acredito muito no futuro, eu aposto no presente, e me importo muito com o passado.
Não tem essa de que o que passou, passou e ponto final. Somos o resultado de escolhas de toda uma vida, reflexo de nossas atitudes e só seremos capazes de evoluir se nos basearmos nos nossos erros e acertos, antes de seguir em frente.
Quanto ao futuro, o considero um amigo incerto, que a qualquer momento pode nos faltar. Então como poderemos viver em função de algo que esperamos que aconteça, se nada além das nossas escolhas presentes, nos dá certeza que irá acontecer? Depositar expectativas no futuro é abdicar do presente, que está em nossas mãos. Não espere que o futuro acontecer, seja a peça mais importante dos acontecimentos.
Se realmente nos importa onde estaremos amanhã, comecemos a caminhar nessa direção hoje.
Eu sempre quis ser conseqüente, mas o meu jeito impulsivo e intempestivo nunca me permitiu. O bom é que entre minhas escolhas erradas, sempre obtive o resultado certo, porque eu vivo o momento, e dele eu não perco nenhum segundo.
Quer minha opinião?
Não pense no que irá fazer, pense no que está fazendo. Não deixe de fazer o que quer, mas aprenda com seus erros. Entre viver um momento que pode ser passageiro e esperar por um sonho de uma vida inteira, eu prefiro ficar com o momento. Porque se estou caminhando para este sonho, eu vou chegar até ele. Só não preciso ignorar os momentos que a vida me permite. Seria como viajar e dormir para chegar logo ao destino. Mas porque a pressa, se durante o percurso existe uma bela paisagem para admirar?!
Experimente! Aconteça! Não somos peças de xadrez, somos as mentes pensantes, capazes de por as peças onde desejamos, ainda que na vida haja variáveis.

Nada de expectativas!

Penso que erramos quando criamos expectativas demais com relação ao outro. Criar expectativas é transferir ao outro a responsabilidade de nos fazer feliz. Quando na verdade, a nossa felicidade só pode estar dentro de nós. Lembro-me de quantas vezes ganhei presentes super, e fiz cara feia porque tinha idealizado um outro presente qualquer. Ou quantas vezes disse não a um sorvete, porque esperei ser convidada para um cineminha. Ou quantas vezes perdi a companhia de pessoas incríveis, a espera de alguém que nunca chegou.
Sabe o que aconteceu todas essas vezes? Eu perdi. E provavelmente, fiz com que pessoas incríveis perdessem também. Tudo isso, porque esperei que o outro advinhasse meus sonhos e expectativas. Esperei pela atitude do outro para ser feliz. Quando eu poderia não esperar nada, e curtir os presentes que ganhei, porque presente não se escolhe. Deveria ter aceitado o sorvete, porque o que mais valia era a companhia. E sem dúvida, poderia ter conhecido e curtido pessoas incríveis. 
Ter expectativas é ruim demais! Mas como pedir ao coração para não sonhar, não esperar, não querer? Como pedir ao coração para ser sereno? Não sei! Mas aprendi a sempre que sonhar, sonhar com aquilo que depende de mim para ser real. Sonhar cada detalhe das minhas ações. E contar sempre com as externalidades. É importante saber que o outro é uma variável, que pode te fazer despertar dos teus sonhos bruscamente. E também, saber que não temos o controle sobre as ações dos outros, portanto não podemos esperar que o outro entre nos nossos corações e descubram o que nos fará felizes.
Eu ainda sonho sonhos que podem nunca acontecer. Mas aprendi a lidar com a enorme possibilidade deles não acontecerem. E quando esses sonhos são muito importantes para mim, trato de torná-los reais. 
Agora, eu já não escolho os presentes que vou ganhar, eu ganho e fico feliz por ser lembrada. E quando quero um cineminha, convido para um cineminha, mas se me convidarem para um sorvete, eu aceito. E será que eu aprendi a não esperar por alguém? Não! Eu ainda espero, e procuro, e olho para todos os lados, esperando que um certo alguém chegue. Mas aprendi a não perder companhias incríveis por isso. Vai que eu encontro um alguém mais interessante que o certo alguém que tanto espero e não chega. Eu não posso arriscar.
Certa vez, escutei do certo alguém por quem esperei um noite quase toda "cheguei tarde", e eu respondi "vê se não se atrasa na próxima vez". E continue curtindo a companhia do outro alguém que encontrei, como se não houvesse mais ninguém ao nosso redor. E foi maravilhoso!
Quando criamos expectativas, deixamos de viver o melhor dos momentos, a espera de um momento que pode não acontecer. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meu Coração

O meu coração anda tão inquieto que sentir não basta para ele. Ele quer vida própria! Já não lhe basta ter vontade própria, ele quer mais. Sentir, escolher, sorrir, chorar, falar, brigar, amar por si só. Meu coração tem agido de forma tão independente que parece me pedir licença para viver a minha vida, como se ela pertencesse apenas a ele. Mas o meu coração não tem maturidade para agir de tal forma, ele ainda é uma criança. E apesar de ter esse coração tão vivo, latente e impulsivo, eu sou adulta, e como tal, devo agir com a maturidade que minha idade impõe.
Assim, vou vivendo um embate diário entre meu coração e minha cabeça, entre minha emoção e minha razão! E devo confessar, a minha cabeça quase sempre se sobrepõe ao meu coração, que relutante é obrigado a conter seu impulso de tomar as rédeas da minha vida. A minha cabeça não me deixa seguir viagem quando a vontade do meu coração é pegar a primeira condução com destino à felicidade. 
Mas quer saber? O meu coração merece ser ouvido, ainda que aquilo que ele esteja pedindo não seja o melhor a ser feito. Porque ele nem sempre está certo. Como a criança que ainda é (e tenho a impressão que sempre haverá de ser) ele nem sempre sabe o que é certo ou errado, e ainda não aprendeu a calcular as consequências dos seus atos. Mas o meu coração sabe melhor que qualquer outra parte do meu ser, o que o impulssiona e o que o acalma. Sabe o que me faz feliz! 
E já quem nem sempre lhe dou razão, estou lhe dando voz.