E entre tantas qualidades que lhe são peculiares, certamente conseguiria explicar o que te torna tão essencial em minha vida. Talvez conseguiria dizer o porque de amá-lo, mas jamais seria capaz de racionalizar o porque de fazê-lo de qual e tal forma.
Porque o inexplicável se encontra nesse espaço, entre o porque de amá-lo e o porque de amá-lo de tal forma. O inexplicável, eu diria, não está em amar, mas na sua intensidade.
Intensidade que te torna razão, nesse espaço de pura irracionalidade. Porque é irracional a forma como te quero, e como o meu sorriso se condiciona ao seu. É irracional a falta que me faz, de uma forma que nem todo tempo do mundo estando ao seu lado parece amenizar a falta que me faz nos minutos que se distancia de mim. Irracional ser feliz pelo simples fato de te conhecer, como se no mundo não houve fato mais relevante.
Exagero? Não! Isso é intenso!
Intenso pensar que por uma vida procurei a pessoa certa, e entre tudo de certo ou de aconselhável, entre todos que pareceram serem feitos ao meu molde, eu me apaixonei por um sorriso. Um sorriso que não foi mais bonito que já vi, mas o único capaz de fazer surgir no meu rosto, um sorriso involuntário e incontrolável.
Intenso pensar que por uma vida analisei qualidades, buscando a pessoa perfeita, mas foram os defeitos que me conquistaram, e entre todos os atributos, qualidades e defeitos não se distinguem. Ser o que é, humano simplesmente, o faz imperfeitamente apaixonante.
E entre tudo isso que é intenso e irracional, a impossibilidade de não amá-lo, simplesmente faz tudo ser tão racional...
Escrito em 26.05.2008
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