domingo, 9 de outubro de 2011

Acredito no amor que nasce...



Não tenho grandes ilusões de me apaixonar perdidamente por alguém. Na verdade, até evito! Nada que me deixe perdida, me agrada. Mas confesso que essa minha forma de pensar se intensifica cada dia mais. E tenho medo! Tenho medo do meu medo de me perder por amor.
É claro que assim como qualquer outro ser humano, eu desejo para minha vida, uma companhia. Alguém com quem possa viver bons momentos, e ruins também, compartilhar planos, sucessos e pesos, e quem sabe uma hora esse alguém se torne tão bom e necessário para mim, que eu possa amá-lo...
Mas amar já não é primeiro requisito, ou o mais essencial quando penso em me envolver com alguém.
Sabe aquela história de que todo mundo vai encontrar alguém que faça o seu coração parar, e quando isso acontecer, o mundo a sua volta se tornará uma grande misturas de cores?!? Não acredito nessas sensações! Não acredito em paixão a primeira vista, muito menos em amores impossíveis. Acredito no amor! Sim, acredito. Mas acredito no amor que nasce, não nos amores inventados.
Como poderia saber que um certo alguém é o amor da minha vida, aquele com quem passarei cada dia do resto dos meus dias, simplesmente porque o meu estômago se enche de borboletas quando o olho?
Não! Isso pode ser uma atração, mas para ser amor, eu precisaria de muito mais.
Eu sei bem os atributos e os defeitos que um homem precisa para me fazer feliz, ou ao menos para convivermos harmoniosamente.
Sei o que preciso para ser feliz, e por incrível que pareça, é muito simples. E talvez por ser tão simples que tem sido tão difícil.
Tudo que alguém precisa para estar comigo é querer estar comigo primeiramente. E sempre que isso acontecer, tudo deve fluir naturalmente.
Quero alguém que desperte o meu sorriso, cada vez que eu o ver. E que ao seu lado eu me sinta a vontade para conversar besteiras. E que nem sempre leve a sério tudo que eu falo. Que confie em mim, simplesmente porque eu mereço sua confiança. Que goste do meu jeito dengoso, e esteja disposto a  amenizar minha enorme carência. E que nossos beijos sejam doces e também apimentados. Que eu sinta sua falta, por ser bom estar com ele, e não por ser ruim estar sozinha. E que a minha necessidade de estar em sua companhia venha devagar. E então quando eu conhecer alguém com quem tudo isso comece a fluir naturalmente, ai sim eu possa amar.
Quem escolhe o amor ou por amor decide a quem amar, escolhe errado. Escolhe amar primeiro, e depois conhecer quem ama.  Isso não é amor, é fantasia. Acredito no amor que nasce da convivência.
Sou dona do meu coração, e tenho o dever de avisá-lo quando se engana, ou como deve agir. Recuar ou seguir é uma escolha minha. Assim é com o amor. Amar o que não conhecemos é o passo a frente do desconhecido. Conhecer para amar, é iluminar a estrada a ser seguida. Você pode até não conseguir sempre desviar das pedras, mas saberá onde encontrará seu curativo, porque conhece quem está ao seu lado.
Eu quero um amor de pinguim para minha vida!




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