O tempo tem me feito um bem indescritível.
Levou da minha vida contra minha vontade, quem nela não merecia estar.
Trouxe-me de volta sem que eu pedisse, aqueles que dela nunca deveriam ter saído.
E assim me ensinou o que realmente importa.
Foi com o tempo que aprendi que por aqueles que valem a pena pedir para que fiquem, não é necessário qualquer pedido. Eles ficam. E quando por algum motivo se vão, eles voltam.
Com o tempo aprendi que quem mais nos provoca lágrimas são os que mais amamos. Porque só quem amamos são capazes de tocar no coração, mesmo que esse toque provoque uma ferida.
E foi com o tempo que entendi que quem nos fere não necessariamente não nos tem amor. Mas quase sempre é o excesso dele que provoca falhas.
E perdão não anula um erro como se fosse uma equação matemática, 1 mancada + 1 perdão = 1 nova chance. Um pedido de perdão quase sempre é um alívio maior para quem perdoa do que para quem pede perdão. É muito mais simples perdoar o outro que a nós mesmos.
Aprendi que é mais forte ser leve. Que você é mais forte quando se importa menos, quando briga menos, reclama menos... Mas aprendi também quer ser mais forte, nem sempre é a melhor pedida.
Aprendi que é mais sincero quem fala menos com palavras e mais com o corpo. E sorri mais, abraça mais...
Foi o tempo que me deu novos motivos para sorrir mais e lamentar menos. Porque foi ele quem me mostrou que mesmo as situações mais irremediáveis tem solução. E mais cedo ou mais tarde eu agradeceria por cada tombo, por cada lágrima do caminho, porque sem isso não teria chegado onde cheguei.
O tempo me deu a certeza que nada é eterno, mas acreditar que é ainda é fundamental. A questão é saber a hora certa para crer que será eterno, e a hora certa para aceitar que nada é eterno.
Aprendi também que por mais que aprenda, terão momentos que nada disso importará. E mesmo sabendo a resposta, eu ainda questionarei "porque?".
Sempre haverá algo novo para aprender e que o tempo me dê tempo para aprender tudo o que eu preciso.
Ao tempo, meu agradecimento, porque dele não sou prisoneiro, sou aprendiz.
terça-feira, 19 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Nada de jogos
Estou cansada desses jogos de amor. De amor não. De conquista. Porque amor que é amor, flui, sem jogos, armadilhas ou previsões...
Então você conhece um cara bacana, e logo se lembra de todos os livros de auto-ajuda que leu, ou de todos os conselhos que suas amigas te deram. Não liga! Deixa ele ligar. Espera tocar cinco vezes antes de atender. Não faz isso. Não faz aquilo. Tudo tem a hora certa... e por ai vai.
Seria como atender a requisitos que não te foram impostos. Você simplesmente decide ser a mulher perfeita, sem saber qual a perfeição que o outro busca. Decide ser a mulher bem resolvida que você não é, só porque acha que é isso que ele espera de você.
Acho que é por isso que os relacionamento não duram tanto quanto as pessoas gostariam. É tudo culpa desses joguinhos. Nós acabamos vendendo e comprando uma imagem diferente do que somos e do que o outro é. Ai quando nos revelamos, e deixamos o outro seguro para se revelar, é PROCON na certa.
Você cria uma série de regra e estratégias, como se o amor fosse algo racional e previsível. Resolve não ligar quando tem vontade, porque senão ele vai se sentir sufocado. Ou então enche a caixa de mensagens do coitado, com sms a cada dez minutos, para que ele se sinta querido e valorizado. Ele. Ele... Mulheres e nossa ridícula manina de querer entrar na cabeça deles.
Quer ligar? Liga. Não quer ligar? Não liga. Simples assim. Ah! Você ligou e ele não gostou? Vai se reprimir para agradar ele? Não, minha querida. Passa adiante. Com certeza deve ter por ai, um cara que adoraria receber uma ligação de "Bom dia" só para confirmar que você já acorda pensando nele. Ou então, não ligou e ele reclamou? Passa adiante. Com certeza deve ter por ai, um cara que não precisa receber uma ligação de "Bom dia" só para confirmar que você já acorda pensando nele.
Tem mais é que fazer o que dá vontade e ser feliz. Nada de joguinhos, frases ensaiadas, ou atitudes programadas. Tem que ser você mesma, e tentar até encontrar o seu encaixe perfeito. Até encontrar alguém que realmente te ame por você ser como é. Porque o amor não é um jogo. Ele já é muito complexo para torna-lo ainda mais complicado com joguinhos. No amor o único derivado da palavra jogo que é permitido é o ato de se jogar e ser você mesma.
Então você conhece um cara bacana, e logo se lembra de todos os livros de auto-ajuda que leu, ou de todos os conselhos que suas amigas te deram. Não liga! Deixa ele ligar. Espera tocar cinco vezes antes de atender. Não faz isso. Não faz aquilo. Tudo tem a hora certa... e por ai vai.
Seria como atender a requisitos que não te foram impostos. Você simplesmente decide ser a mulher perfeita, sem saber qual a perfeição que o outro busca. Decide ser a mulher bem resolvida que você não é, só porque acha que é isso que ele espera de você.
Acho que é por isso que os relacionamento não duram tanto quanto as pessoas gostariam. É tudo culpa desses joguinhos. Nós acabamos vendendo e comprando uma imagem diferente do que somos e do que o outro é. Ai quando nos revelamos, e deixamos o outro seguro para se revelar, é PROCON na certa.
Você cria uma série de regra e estratégias, como se o amor fosse algo racional e previsível. Resolve não ligar quando tem vontade, porque senão ele vai se sentir sufocado. Ou então enche a caixa de mensagens do coitado, com sms a cada dez minutos, para que ele se sinta querido e valorizado. Ele. Ele... Mulheres e nossa ridícula manina de querer entrar na cabeça deles.
Quer ligar? Liga. Não quer ligar? Não liga. Simples assim. Ah! Você ligou e ele não gostou? Vai se reprimir para agradar ele? Não, minha querida. Passa adiante. Com certeza deve ter por ai, um cara que adoraria receber uma ligação de "Bom dia" só para confirmar que você já acorda pensando nele. Ou então, não ligou e ele reclamou? Passa adiante. Com certeza deve ter por ai, um cara que não precisa receber uma ligação de "Bom dia" só para confirmar que você já acorda pensando nele.Tem mais é que fazer o que dá vontade e ser feliz. Nada de joguinhos, frases ensaiadas, ou atitudes programadas. Tem que ser você mesma, e tentar até encontrar o seu encaixe perfeito. Até encontrar alguém que realmente te ame por você ser como é. Porque o amor não é um jogo. Ele já é muito complexo para torna-lo ainda mais complicado com joguinhos. No amor o único derivado da palavra jogo que é permitido é o ato de se jogar e ser você mesma.
domingo, 3 de junho de 2012
Meu amor, não são suas palavras que enchem meu coração. São suas atitudes que fazem transbordar sorrisos por todos os meus poros.
Não é quando diz que sente saudades que me encanto, mas é entre um silêncio e outro que sinto a sua enorme vontade de estar junto.
Não é quando diz que me quer que eu me rendo, mas é entre um silêncio e outro que percebo que para essa vontade não há palavras.
As palavras dizem muito. Até demais. Mais do que queremos, ou mais do que sentimos. Mas o silêncio, ele expressa toda a verdade.
Não me convenço por palavras. Não me levo por elas. As verdades que eu busco estão entre um silêncio e outro. Entre uma atitude e outra.
Troco todas as palavras por atitudes sinceras e silêncios reveladores.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Estarei sempre a te amar
Ainda que eu não tenha o seu corpo para amar,
ou a sua boca para beijar,
ou o seu rosto para contemplar,
ou o seu olhar para me encantar,
ou as suas palavras para me confortar,
ou seu abraço para me deixar segura,
eu te amarei.
Porque o meu amor começou pelo seu abraço, pelo seu toque, mas permanece vivo pela sua existência.
E mesmo que o destino me prive da sua presença, saber que tu existe, e vivo me espera, esteja eu onde estiver, estarei a te amar.
Porque o meu amor não se resume nos seus beijos, ele vai além do desejo. E mais que isso é amar.
E se algum dia a vida for cruel de forma tamanha a me obrigar a estar com outra pessoa, tenha a certeza que a fechar os olhos para beijá-la, pensarei em você.
E grande será a minha decepção ao abrir os olhos e ver outros lábios que não são seus.
E mais que isso, tenha a certeza que bastará uma palavra sua, para que eu deixe tudo e vá para você.
E se algum dia você esquecer que em algum lugar, eu existo e que o meu coração em segredo te ama, e o meu corpo em castigo te espera, eu terei a certeza, mesmo que só minha, que eu morrerei com a amarga decepção de ter vivido a sua espera.
Porque mesmo que eu vá, estarei sempre a te amar.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Passou?
Devastou, destruiu, deixando-me com as ruínas e a sensação de que não seria capaz de me refazer. Mas me refiz.
Seguir sozinha não foi fácil. Mas não seguir, não era uma opção. Enterrei todos os planos, sonhos, lembranças, marcas, cicatrizes e segui.
Passou. E passada a dor, o amor e as incertezas, fiz minhas lições: O amor não basta. Amar demais, não poderia ser a medida certa do amor. Sempre e nunca não existem na prática. Promessas de amor não são dívidas, e são fáceis de serem esquecidas. Juras de amor não são compromissos e amores eternos acabam.
Peguei aquela promessa de linda história de amor e coloquei numa gaveta. Engoli a chave, para ter certeza que não haveriam recaídas, apesar de saber que haveriam datas em que lembraria dele. Haveriam lugares, palavras, perfumes... A data no primeiro beijo, do início do namoro, das viagens, dos passeios. Os carnavais, as festas juninas, as reuniões de família, os aniversários dos amigos... Sabia também que um dia qualquer, me lembraria dele, por um motivo qualquer.
Mesmo com as lembranças, o passado parou de incomodar. Parou de doer. Passou. Passou?
Porque tenho a sensação de que não passou? Porque ainda sinto uma pontada de dor num dia qualquer, e sem qualquer motivo?
Porque nas histórias de amor, meu querido, não são as páginas lidas que inquietam nosso coração. São as páginas não lidas. É não saber se o amor deu certo, ou quais armadilhas poderão separá-los, se vão ficar juntos, e se terão o final feliz. Então no amor, o que dói não é o passado. Não é tudo que foi vivido. O que dói, é o que não vem a seguir. São as incertezas. É ir sozinho ao lugar que sonharam conhecer juntos. É não viver os sonhos, sonhados juntos.
Por isso que num dia qualquer, sem qualquer motivo, eu sinto aquela pontada de dor. É uma pontada apenas. Nada que comprometa os pontos das cicatrizes. Nada tão forte capaz de reabrir a gaveta. Mas incômoda o suficiente, para me fazer sentir sua falta. Para me fazer querer saber como e onde está. Incômoda o bastante para me fazer perceber que não passou.
Eu sequei as lágrimas, cessei os sonhos, reprimi o desejo e desacreditei no amor, mas de tudo que poderia passar e passou, algo ficou: o amor. Como todo bom e verdadeiro amor... que não passa. Não fosse amor... e já teria passado.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sei de todos os nosso altos e baixos.
Sei quantas vezes quis vc, quantas não quis.
Sei quando te amei, e quando odiei.
E sei que eu nunca soube ao certo o que queria para mim.
Mas sabia, soube desde o primeiro momento que não queria te perder. E sou honesta em admitir, que entre todas as minhas duvidas e incertezas, só estou certa de não querer te perder. E ainda que você não tenha minha coragem para admitir, eu sei que sabe que não vai suportar me perder.
Independente do que disser ou ouvir de mim, a verdade é que pela primeira vez em nossas vidas, vivemos algo novo. Experimentamos sentir falta um do outro, e sofrer com a ausência um do outro.
E o que doe, é ver, é saber, você vestido com esse personagem. Daquele que não gosta de mim, que não sente minha falta. E assim, permanece longe do meu lado, onde já está marcado que é seu lugar, simplesmente por orgulho. Mesmo sabendo que eu sei que tudo isso é um teatro, uma falha tentativa de negar o quanto sente minha falta.
E imagino que esteja se perguntando, porque dessa vez é diferente.
Porque dessa vez eu não consigo odiar ela?!
Porque dessa vez eu não consigo mandar ela embora?!
Porque eu não quero simplesmente que ela vá?!
Porque não a deixo ir?!
Mas você sabe a resposta. É diferente, simplesmente porque sou diferente. E sabe até melhor que eu, o quanto me ama.
E mesmo que me arrependa do que vou falar, eu desejo sinceramente que doa em você, e que esse corte nunca se feche, e que para ele não exista remédio que o faça cicatrizar. Espero sinceramente que isso doa tanto em você quanto doe em mim.
Parece cruel, e é. Mas é também o que me resta desejar para nós. Já que tudo o que fiz foi inútil. Eu esperei, esperei, eu mudei, mas tudo que eu fiz foi em vão. Porque você sequer sabe o quer.
E apesar de encontrar em outras pessoas aquilo que espero de você, há ao meu lado um espaço que tem sua cara, seu nome e seu encaixe.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Cansei de ser sempre forte.
Hoje eu chorei. Chorei muito. Tentei chorar até lavar a alma. Ou até secar minha vontade de chorar.
Mas não foi o suficiente. Ainda há lágrimas que não caíram, e uma enorme vontade de chorar que não foi saciada.
E então me perguntaram onde estava minha força. E não tive força para responder. Só chorei.
A minha força foi passear. Pediu dois altos, um tempo. Tirou férias. Coitada, estava cansada!
Minha força estava cansada de mim, e eu dela. E antes que rompêssemos definitivamente, demos um tempo.
Cansei. Cansei de ser sempre forte. De receber os pesos e pancadas, porque todo mundo sabe que sou forte. Cansei de ser aquela pessoa que todo mundo olha e diz "Ela aguenta!". E então, manda. Manda palavras, atitudes, testes, sem dó, nem piedade. Porque eu sou forte, eu aguento.
Eu sei que sou forte. Eu conheço minha força. Eu sei o quanto pesa minha força. Sou eu quem a suporto diariamente. E vou continuar forte, diante de todas as situações que a vida me impor.
Acontece, que pelo menos uma vez, eu queria um vírgula, no lugar da exclamação e então ao invés desse "Ela aguenta!", fosse "Ela aguenta, porque eu estou aqui!". Ou simplesmente, "Ela aguenta, mas se não aguentar, eu estou aqui!"
Eu queria pelo uma vez, ter alguém para cuidar de mim, que enxergue que sou a que precisa de cuidados e não a que cuida, aquela que precisa de carinho, de atenção, de ouvidos, de colo... alguém que me perguntasse "Porque chora?" ao invés de perguntar "Onde está sua força?".
Até porque ser forte, não é ser menos humano, ou menos sensível. Ser forte é uma escolha. Ou uma imposição da vida. Mas olhe bem para mim, e veja! O fato de ser forte, não me faz sentir menos, nem evita minhas quedas. O fato de ser forte, só significa que mesmo que a dor seja muito forte, eu não irei parar ou desistir, nem sairei por ai descontando em todos minha dor. Significa também que sempre que eu cair, eu irei levantar.
Tão difícil saber que ninguém tem culpa da dor que eu carrego e assim ter que suprimi-la e esboçar um sorriso no rosto, e falar com toda simpatia que o outro merece. Isso é ser forte.
Tão difícil saber que ninguém tem obrigação de me por de pé, e assim negar-me qualquer expectativa e levantar sozinha com um sorriso no rosto e toda a simpatia que o outro não deixa de merecer. Isso é ser muito forte.
Chorar é apenas um sinal de que estou viva e de que sinto. E que apesar da minha força, há pesos e pancadas que doem, e fazem minha alma chorar.
E se importam as minhas lagrimas, esteja comigo. Pode não evitá-las, ou não me fará mais forte, mas me fará um bem enorme. Porque eu aguento, mas se estiver ao meu lado, os pesos e pancadas ficaram bem mais suportáveis.
Mas não foi o suficiente. Ainda há lágrimas que não caíram, e uma enorme vontade de chorar que não foi saciada.
E então me perguntaram onde estava minha força. E não tive força para responder. Só chorei.
A minha força foi passear. Pediu dois altos, um tempo. Tirou férias. Coitada, estava cansada!
Minha força estava cansada de mim, e eu dela. E antes que rompêssemos definitivamente, demos um tempo.
Cansei. Cansei de ser sempre forte. De receber os pesos e pancadas, porque todo mundo sabe que sou forte. Cansei de ser aquela pessoa que todo mundo olha e diz "Ela aguenta!". E então, manda. Manda palavras, atitudes, testes, sem dó, nem piedade. Porque eu sou forte, eu aguento.
Eu sei que sou forte. Eu conheço minha força. Eu sei o quanto pesa minha força. Sou eu quem a suporto diariamente. E vou continuar forte, diante de todas as situações que a vida me impor.
Acontece, que pelo menos uma vez, eu queria um vírgula, no lugar da exclamação e então ao invés desse "Ela aguenta!", fosse "Ela aguenta, porque eu estou aqui!". Ou simplesmente, "Ela aguenta, mas se não aguentar, eu estou aqui!"
Eu queria pelo uma vez, ter alguém para cuidar de mim, que enxergue que sou a que precisa de cuidados e não a que cuida, aquela que precisa de carinho, de atenção, de ouvidos, de colo... alguém que me perguntasse "Porque chora?" ao invés de perguntar "Onde está sua força?".
Até porque ser forte, não é ser menos humano, ou menos sensível. Ser forte é uma escolha. Ou uma imposição da vida. Mas olhe bem para mim, e veja! O fato de ser forte, não me faz sentir menos, nem evita minhas quedas. O fato de ser forte, só significa que mesmo que a dor seja muito forte, eu não irei parar ou desistir, nem sairei por ai descontando em todos minha dor. Significa também que sempre que eu cair, eu irei levantar.
Tão difícil saber que ninguém tem culpa da dor que eu carrego e assim ter que suprimi-la e esboçar um sorriso no rosto, e falar com toda simpatia que o outro merece. Isso é ser forte.
Tão difícil saber que ninguém tem obrigação de me por de pé, e assim negar-me qualquer expectativa e levantar sozinha com um sorriso no rosto e toda a simpatia que o outro não deixa de merecer. Isso é ser muito forte.
Chorar é apenas um sinal de que estou viva e de que sinto. E que apesar da minha força, há pesos e pancadas que doem, e fazem minha alma chorar.
E se importam as minhas lagrimas, esteja comigo. Pode não evitá-las, ou não me fará mais forte, mas me fará um bem enorme. Porque eu aguento, mas se estiver ao meu lado, os pesos e pancadas ficaram bem mais suportáveis.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Eu aqui sentada, no meio de tanta gente estranha, enquanto meu unico desejo é estar com você.
Sabe quando a gente conhece alguém e se encanta e fica pensando: "Esse é o amor da minha vida!"?
Pois é! Isso já me ocorreu dezenas de vezes. Mas dessa vez foi diferente!
Me lembro também de muitas vezes ter dito que dessa vez foi diferente, e de diferente mesmo só o nome e endereço.
Mas com você é diferente!
Lembro de ter me encantado e desencantado muitas vezes. Alguns em minutos, ou após a primeira palavra, outros em dias, meses, mas por fim todo conto era ilusão.
Quanto a outros carrego uma interrogação. E? E teria dado certo se eu não estivesse com você?
Mas já não me importam as outas possibilidades.
Nunca estive muito certa do que queria, mas sou determinada e não desisto daquilo que decido. E posso ter feito menos do que deveria, mas sempre soube que eu e você ficaríamos juntos.
Pouco ou muito, foi o suficiente.
Estamos juntos.
E isso torna tudo diferente. Dessa vez é mesmo diferente.
Mas sabe o que é tão estranho em estar aqui no meio de tanto gente estranha?
É que ninguém sabe ou imagina ou talvez sequer se importe em saber, o quanto quero estar com você.sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Difícil essa coisa de viver.
Difícil essa coisa de viver.Diariamente temos mil escolhas a fazer. E uma escolha pode mudar tudo.
E nunca saberemos qual delas exatamente nos levou onde chegamos.
E nunca saberemos onde chegaríamos se qualquer das escolhas tivesse sido diferente.
E então vamos nos convencendo de que aquilo que acontece, ou o lugar onde estamos, era mesmo aquilo que deveria acontecer, e onde realmente deveríamos estar.
Muitas vezes nos esforçamos tanto para que algo aconteça, ou para chegarmos a um determinado lugar, e nossos esforços não dão o resultado esperado. Então começamos a pensar que todo o esforço empreendido foi exatamente a escolha que nos levou para longe do que tanto procuramos.
E nos acomodamos. Deixamos à responsabilidade do destino. Deixamos que a vida decida por nós.
Mas muitas vezes nos esforçamos pouco ou nada, e chegamos bem perto e não conseguimos. E o nada ou pouco feito, foi justamente a diferença para não conseguirmos o que tanto queríamos.
E sentimos então o amargo gosto de arrependimento por nada ter feito, ou por não ter feito o suficiente. E entendemos que nem tudo cabe ao destino, nem tudo pode ser uma escolha da vida.
A verdade é que cada história de vida, cada lição, cada decisão e principalmente cada resultado, nos faz chegar a um aprendizado diferente sobre que postura ter diante das escolhas que nos são impostas.
Alguns irão concluir que interferiram demais no destino. Outros perceberão que pouco contribuíram com o destino. E então saberão o que fazer. Acelerar ou retardar.
Deve haver um meio termo. Uma velocidade média adequada. Nem tanto, nem tão pouco. Mas certamente, isso só a vida mesmo para ensinar.
E a vida nada mais é que um grande conjunto de escolhas. E ao longo dos anos, nós perceberemos que algumas escolhas erradas foram precisas, e que algumas escolhas adequadas seriam dispensáveis. Que foram não só os acertos, mas principalmente os erros que te fizeram aprender a escolher. Foram os erros que te reorientaram para o caminho desejado, e os acertos que te fizeram enxergar o melhor caminho. Porque não importa se a escolha foi certa ou errada, mas sim se o resultado foi o esperado.
O que faz a escolha ser difícil é justamente não estar certo sobre qual será o resultado. É saber que nem sempre haverá uma segunda chance. E que o recomeço necessita de tempo e confiança, e nem sempre é possível.

Então, o que nos cabe é cruzar os dedos e torcer para que aquilo que queremos esteja traçado nas linhas do nosso destino, e ajudá-lo fazendo tudo aquilo que depender de nós. E seguir nossas vidas de uma forma que o resultado de nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas, nos leve para um caminho no qual seguiremos plenos, satisfeitos e felizes. Onde não existam lamentações e arrependimentos irremediáveis.
Porque por mais difícil que seja essa coisa de viver, ela tem muitos sabores.
Escolha os sabores mais agradáveis ao seu paladar!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
O bonito mesmo está no acaso.
Eu me pergunto quantas vezes andamos paralelos um ao outro, ou quantas vezes seguimos o mesmo caminho, ou mesmo quantas vezes nossos caminhos se cruzaram, sem que nos reconhecemos...
De todos os possíveis encontros, de todos os momentos em que estivemos tão perto, e não nos encontramos, ou simplesmente não nos reconhecemos... Tudo finalmente faz sentido.
Não é a minha vontade ou a sua hora que vão determinar qual o exato momento. Nossas escolhas talvez. Mas exatidão do tempo fica a cabo do destino. E este sabe tornar perfeito qualquer encontro.
O bonito mesmo está no acaso.
Para que esperar, planejar, programar, se o bonito está na surpresa da emoção?
O acaso do encontro, o inesperado, ele faz tudo ter sentido. Ou melhor, ele dispensa qualquer sentido. Porque ele torna primordial apenas sentir.
Nada de expectativas com a hora, o lugar, a aparência. Nada de frases revisadas, ou comportamento ensaiado. Nada de roteiros.
E então sem esperar, sem pedir... você é pego de surpresa! E a surpresa torna tudo tão mágico.
Seja lá o que acontecer, é perfeito, ou mais que perfeito. Porque vai além de qualquer expectativa, ou vontade.
E tudo que te cabe é aceitar o presente que o acaso te proporciona e vivê-lo. Viver este momento que torna o tempo presente ter o nome mais que adequado.
E então eu encontro a resposta mais completa para minha indagação: Não interessa!
Não importa quantas vezes estivemos tão perto, ou quantas vezes poderíamos ter nos encontrado, ou se esse momento poderia ter acontecido em algum lugar do nosso passado.
O que importa é que aconteceu. E finalmente, nesse momento, por acaso, por escolha, pela vontade de Deus, nos encontramos! Isso basta!
E se as perguntas sobre um possível passado diferente não interessa, não serão as perguntas sobre o futuro que ainda não chegou que irão fazer sentido agora.
Sentir é o bastante!
E sentir é um privilégio que só o presente nos permite.
De todos os possíveis encontros, de todos os momentos em que estivemos tão perto, e não nos encontramos, ou simplesmente não nos reconhecemos... Tudo finalmente faz sentido.
Não é a minha vontade ou a sua hora que vão determinar qual o exato momento. Nossas escolhas talvez. Mas exatidão do tempo fica a cabo do destino. E este sabe tornar perfeito qualquer encontro.
O bonito mesmo está no acaso.
Para que esperar, planejar, programar, se o bonito está na surpresa da emoção?
O acaso do encontro, o inesperado, ele faz tudo ter sentido. Ou melhor, ele dispensa qualquer sentido. Porque ele torna primordial apenas sentir.
Nada de expectativas com a hora, o lugar, a aparência. Nada de frases revisadas, ou comportamento ensaiado. Nada de roteiros.
E então sem esperar, sem pedir... você é pego de surpresa! E a surpresa torna tudo tão mágico.
Seja lá o que acontecer, é perfeito, ou mais que perfeito. Porque vai além de qualquer expectativa, ou vontade.
E tudo que te cabe é aceitar o presente que o acaso te proporciona e vivê-lo. Viver este momento que torna o tempo presente ter o nome mais que adequado. E então eu encontro a resposta mais completa para minha indagação: Não interessa!
Não importa quantas vezes estivemos tão perto, ou quantas vezes poderíamos ter nos encontrado, ou se esse momento poderia ter acontecido em algum lugar do nosso passado.
O que importa é que aconteceu. E finalmente, nesse momento, por acaso, por escolha, pela vontade de Deus, nos encontramos! Isso basta!
E se as perguntas sobre um possível passado diferente não interessa, não serão as perguntas sobre o futuro que ainda não chegou que irão fazer sentido agora.
Sentir é o bastante!
E sentir é um privilégio que só o presente nos permite.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Que venha logo!
Já não tenho idade para gostar e não saber porque.
E deixar a resposta no ar sempre que me perguntarem porque ele, ou porque gosto dele. Definitivamente, esse é um erro que já não me cabe! Não. Não tenho mais idade para isso.
Sei exatamente o que quero e o que não quero. Mas apesar de todas as minhas convicções, deixaria de me importar, se me fizesse acreditar que o amor é mais importante. E não haveria razão capaz de sobrepor-se a isso, porque o amor é minha verdade absoluta.
Sei que sou cheia de "apesar de" e exigências, mas não cometo o erro de idealizar.
Não vou buscar alguém que se encaixe em todos os meus critérios e padrões de amor perfeito. Basta-me que seja amor. E então todos esses pontos se dissolveram.
Se for amor, eu saberei então porque é ele, e porque o amo.
E certamente não será por qualquer atributo físico, ou qualquer requisito curricular. Há de ser por um sorriso discreto, ou uma gostosa gargalhada. Por um meigo afago, ou um beijo ardente. Pelo toque das nossas mãos, ou pelo encaixe de nossos abraços... Pelo sorriso bobo que há de surgir no meu rosto sempre que ouvir sua voz. Pelo gaguejar da minha voz sempre que o ver. Ou arrepiar do meu corpo sempre que me tocar...
Já não peço que ele seja mais que perfeito para mim, basta que esteja além de todas as minha dúvidas. E que não espere por permissão para entrar na minha vida, ou convite. Apenas, venha. E tome seu espaço. Ele não precisa ser um sonho, basta que seja real. E que venha para ficar.
Não quero mais casos de fim de semana, ou paixões de veraneio, não quero nada com curto prazo de validade. Quero um amor.
E que venha para ficar. E para ficar, basta que queira, e então ficará. Ainda que eu não espere por isso...
E apesar de tentar não ter expectativas, e tentar não sonhar com a hora que esse amor finalmente acontecerá, eu torço para que não demore.
A minha idade não cabe mais erros. Enganos. Já cansei de confundir príncipes encantados com sapos.
E sobre o encanto, eu não abro mão. Eu tento não esperar nada. Nada de encontros mágicos. Nada de lugar perfeito. Não precisa estar escrito nas estrelas. Só precisa ser amor. Desses amores que fazem todo o resto ser perfeito, simplesmente por ser amor.
E que ele venha logo, por favor!
Sei que sou cheia de "apesar de" e exigências, mas não cometo o erro de idealizar.
Não vou buscar alguém que se encaixe em todos os meus critérios e padrões de amor perfeito. Basta-me que seja amor. E então todos esses pontos se dissolveram.
Se for amor, eu saberei então porque é ele, e porque o amo.
E certamente não será por qualquer atributo físico, ou qualquer requisito curricular. Há de ser por um sorriso discreto, ou uma gostosa gargalhada. Por um meigo afago, ou um beijo ardente. Pelo toque das nossas mãos, ou pelo encaixe de nossos abraços... Pelo sorriso bobo que há de surgir no meu rosto sempre que ouvir sua voz. Pelo gaguejar da minha voz sempre que o ver. Ou arrepiar do meu corpo sempre que me tocar...
Já não peço que ele seja mais que perfeito para mim, basta que esteja além de todas as minha dúvidas. E que não espere por permissão para entrar na minha vida, ou convite. Apenas, venha. E tome seu espaço. Ele não precisa ser um sonho, basta que seja real. E que venha para ficar.
Não quero mais casos de fim de semana, ou paixões de veraneio, não quero nada com curto prazo de validade. Quero um amor.
E que venha para ficar. E para ficar, basta que queira, e então ficará. Ainda que eu não espere por isso...
E apesar de tentar não ter expectativas, e tentar não sonhar com a hora que esse amor finalmente acontecerá, eu torço para que não demore.
A minha idade não cabe mais erros. Enganos. Já cansei de confundir príncipes encantados com sapos.
E sobre o encanto, eu não abro mão. Eu tento não esperar nada. Nada de encontros mágicos. Nada de lugar perfeito. Não precisa estar escrito nas estrelas. Só precisa ser amor. Desses amores que fazem todo o resto ser perfeito, simplesmente por ser amor.
E que ele venha logo, por favor!
Assinar:
Postagens (Atom)

