quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nada de expectativas!

Penso que erramos quando criamos expectativas demais com relação ao outro. Criar expectativas é transferir ao outro a responsabilidade de nos fazer feliz. Quando na verdade, a nossa felicidade só pode estar dentro de nós. Lembro-me de quantas vezes ganhei presentes super, e fiz cara feia porque tinha idealizado um outro presente qualquer. Ou quantas vezes disse não a um sorvete, porque esperei ser convidada para um cineminha. Ou quantas vezes perdi a companhia de pessoas incríveis, a espera de alguém que nunca chegou.
Sabe o que aconteceu todas essas vezes? Eu perdi. E provavelmente, fiz com que pessoas incríveis perdessem também. Tudo isso, porque esperei que o outro advinhasse meus sonhos e expectativas. Esperei pela atitude do outro para ser feliz. Quando eu poderia não esperar nada, e curtir os presentes que ganhei, porque presente não se escolhe. Deveria ter aceitado o sorvete, porque o que mais valia era a companhia. E sem dúvida, poderia ter conhecido e curtido pessoas incríveis. 
Ter expectativas é ruim demais! Mas como pedir ao coração para não sonhar, não esperar, não querer? Como pedir ao coração para ser sereno? Não sei! Mas aprendi a sempre que sonhar, sonhar com aquilo que depende de mim para ser real. Sonhar cada detalhe das minhas ações. E contar sempre com as externalidades. É importante saber que o outro é uma variável, que pode te fazer despertar dos teus sonhos bruscamente. E também, saber que não temos o controle sobre as ações dos outros, portanto não podemos esperar que o outro entre nos nossos corações e descubram o que nos fará felizes.
Eu ainda sonho sonhos que podem nunca acontecer. Mas aprendi a lidar com a enorme possibilidade deles não acontecerem. E quando esses sonhos são muito importantes para mim, trato de torná-los reais. 
Agora, eu já não escolho os presentes que vou ganhar, eu ganho e fico feliz por ser lembrada. E quando quero um cineminha, convido para um cineminha, mas se me convidarem para um sorvete, eu aceito. E será que eu aprendi a não esperar por alguém? Não! Eu ainda espero, e procuro, e olho para todos os lados, esperando que um certo alguém chegue. Mas aprendi a não perder companhias incríveis por isso. Vai que eu encontro um alguém mais interessante que o certo alguém que tanto espero e não chega. Eu não posso arriscar.
Certa vez, escutei do certo alguém por quem esperei um noite quase toda "cheguei tarde", e eu respondi "vê se não se atrasa na próxima vez". E continue curtindo a companhia do outro alguém que encontrei, como se não houvesse mais ninguém ao nosso redor. E foi maravilhoso!
Quando criamos expectativas, deixamos de viver o melhor dos momentos, a espera de um momento que pode não acontecer. 

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