terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meu Coração

O meu coração anda tão inquieto que sentir não basta para ele. Ele quer vida própria! Já não lhe basta ter vontade própria, ele quer mais. Sentir, escolher, sorrir, chorar, falar, brigar, amar por si só. Meu coração tem agido de forma tão independente que parece me pedir licença para viver a minha vida, como se ela pertencesse apenas a ele. Mas o meu coração não tem maturidade para agir de tal forma, ele ainda é uma criança. E apesar de ter esse coração tão vivo, latente e impulsivo, eu sou adulta, e como tal, devo agir com a maturidade que minha idade impõe.
Assim, vou vivendo um embate diário entre meu coração e minha cabeça, entre minha emoção e minha razão! E devo confessar, a minha cabeça quase sempre se sobrepõe ao meu coração, que relutante é obrigado a conter seu impulso de tomar as rédeas da minha vida. A minha cabeça não me deixa seguir viagem quando a vontade do meu coração é pegar a primeira condução com destino à felicidade. 
Mas quer saber? O meu coração merece ser ouvido, ainda que aquilo que ele esteja pedindo não seja o melhor a ser feito. Porque ele nem sempre está certo. Como a criança que ainda é (e tenho a impressão que sempre haverá de ser) ele nem sempre sabe o que é certo ou errado, e ainda não aprendeu a calcular as consequências dos seus atos. Mas o meu coração sabe melhor que qualquer outra parte do meu ser, o que o impulssiona e o que o acalma. Sabe o que me faz feliz! 
E já quem nem sempre lhe dou razão, estou lhe dando voz.

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