quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Era uma vez um amor platônico

Sabe quando você conhece alguém, e seu coração sente que esse alguém tem algo a mais?Não estou falando de paixão à primeira vista. Não. Estou falando de um friozinho na barriga que vem e passa logo. Ai nem damos importancia, achamos que é mais um na multidão. Mas ai de repente, em algum momento da sua vida, você descobre que seu coração estava certo. Que aquele alguém tem algo mais, e esse algo mais é exatamente o que você quer!Pois bem! Isso aconteceu comigo!
Faz algum tempo que conheci um certo alguém. E no momento que nossos olhares se cruzaram eu desviei, tamanho impacto ele teve sobre mim. E teimoso do jeito que meu coração é, sempre que podia, fazia meu corpo estremecer quando o avistava.
Eu comecei a viver meu primeiro "amor" platônico. Platônico porque jamais confessaria esse amor. Jamais teria chances de me aproximar dele. Porque jamais seria correspondido. Jamais seria consumado.
E sempre que o via, tentava dizer ao meu coração que ele não era correspondido, que aquele olhar não era nada daquilo que ele pensava. Nossa! Como meu coração me condenava, achava a maior burrice todas as chances que desperdiçava de me aproximar. Culpava-me por todas as vezes que reagi indiferente à presença dele. Meu coração me dizia que eu estava errada.
E eu estava errada! Certo dia, me aproximei de uma forma tão desajeitada, conversei coisas sem nexo, sorri como uma boba, deixando transparecer em cada gesto, palavra e sorriso que eu era perdidamente "apaixonada" por ele.
Sabe o que aconteceu? Ele reagiu com um sorriso de todo tamanho. O resultado dessa conversa foi um dos mais lindos momentos que já vivi com alguém! Um encontro nada romântico, mas simplesmente perfeito. Tão perfeito que tive certeza que nunca mais se repetiria.
E eu ficava pensando, "Meu Deus, porque isso aconteceu? Porque isso agora e não antes? Porque é assim?" E meu coração me fez parar, porque não adianta indagações, ou até indginações. E apesar de toda minha resistência, não me condeno. Talvez se tivesse atendido ao primeiro impulso do meu coração, não teria sido tão perfeito. Prefiro acreditar, que aconteceu no momento certo.
Posso dizer que vivi com ele, uma linda história. Com ele estive a vontade para ser espontânea e verdadeira, sem limitações ao meu coração. E mesmo sem saber se agir assim, era bom ou ruim, me fez bem. Eu não tive oportunidade de conhecê-lo bem, mas ao seu lado em me sentia em casa. Na verdade, se tivesse que responder algo sobre ele, responderia tudo errado. E apesar disso, me sentia bem ao seu lado, assim como ele ao meu. Tudo foi novo para mim! E a verdade, é que ambos fomos surpreendidos por um sentimento que apenas nossos corações aceitavam. 
Ele sempre me transmitiu uma segurança tão grande com relação a ele mesmo, que me fazia esquecer do quanto deveria ter medo, e eu me entregava! Sem planos, projetos para o futuro, ou perguntas descabidas do que éramos um para o outro. Só interessava viver o momento, e senti-lo já me bastava. Me envolver com ele não fazia parte dos meus planos. E já falávamos em saudades! Pior, sentimos saudades. Esperávamos ansiosos pela oportunidade de ficarmos juntos. Bom! Para que fazer planos? Aproveitar todas as oportunidades que podíamos para estar juntos, era toda a preocupação que precisava ter. E já que nossos momentos eram tão maravilhosos, tanto para mim quanto para ele, só me bastava pedir que fossem melhores.
Nossos momentos eram tão maravilhosos, que pareciam ser únicos sempre. Sempre que nos víamos, parecia ser a primeira vez que nos encontrávamos. E nos comportávamos como se nunca fôssemos nos ver outra vez. Porque erámos dois desconhecidos atraídos por nossos corações. 

Se durou? Durou o tempo necessário para se eternizar como perfeito!  


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